Профиль пользователя Vivian.:The days of the phoeni...ФотографииБлогСписки Сервис Справка

Vivian Carvalho

(...) e então ela estava grávida de futuro...
Фотоальбомы отсутствуют.
июня 26

O assustador é que você sabe

O que me espanta não é gostar tanto de você. O assustador é que você sabe. E mesmo assim não sei de nada.

Como e porque eu não sei dizer. Tentei fugir deste tipo de coisa durante muito tempo. Não por você, mas pela situação. Eu não queria gostar de ninguém. Muito menos de uma cópia fiel, com um acabamento um pouco melhor, mas mesmo assim uma cópia daquele que nem quero dizer o nome pra não lembrar.
 
Não que eu te ame, ou algo do gênero... é só um interesse acima da média por alguém que eu mal conheço... inexplicável não. Nem eu sei o por que disso. Mas sei de várias outras coisas. Adoro chegar aqui de manhã e te ver, ouvir seu bom dia. Adoro saber que você está logo ali ao lado, bem pertinho e de onde estou quase posso sentir seu cheiro. Por que? Não faço a menor idéia. Você parece ser tudo que eu odeio, mas mesmo assim eu gosto de você.
Vai entender...
марта 16

You Really Got A Hold On Me

The Beatles

I don't like you
But I love you
Seems that I'm always thinking of you
Oh, oh, oh
You treat me badly
I love you madly
You've really got a hold on me
You really got a hold on me, baby

I don't want you,
but I need you
Don't want to kiss you
but I need to
Oh, oh, oh
you do me wrong now
my love is strong now
You really got a hold on me
You really got a hold on me, baby

I love you and all I want you to do
is just hold me, hold me, hold me, hold me
Tighter. Tighter.

I want to leave you
don't want to stay here
Don't want to spend
another day here
Oh, oh, oh, I want to split now
I just can't quit now
You really got a hold on me
You really got a hold on me, baby

I love you and all I want you to do
is just hold me, hold me, hold me, hold me

You really got a hold on me
You really got a hold on me

февраля 22

"Devolvedora" de Bom Humor - versão 2006

No ano passado, eu disse que Days of the phoenix - que aliás dá o nome a este espaço - devolvia meu bom humor.
Como o ano acabou (ainda bem) o "devolvedora" do meu bom humor é essa do Jorge Drexler.

Todo se Transforma

Tu beso se hizo calor,
Luego el calor, movimiento,
Luego gota de sudor
Que se hizo vapor, luego viento
Que en un rincón de la rioja
Movió el aspa de un molino
Mientras se pisaba el vino
Que bebió tu boca roja.

Tu boca roja en la mía,
La copa que gira en mi mano,
Y mientras el vino caía
Supe que de algún lejano
Rincón de otra galaxia,
El amor que me darías,
Transformado, volvería
Un día a darte las gracias.

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.

El vino que pagué yo,
Con aquel euro italiano
Que había estado en un vagón
Antes de estar en mi mano,
Y antes de eso en torino,
Y antes de torino, en prato,
Donde hicieron mi zapato
Sobre el que caería el vino.

Zapato que en unas horas
Buscaré bajo tu cama
Con las luces de la aurora,
Junto a tus sandalias planas
Que compraste aquella vez
En salvador de bahía,
Donde a otro diste el amor
Que hoy yo te devolvería

Cada uno da lo que recibe
Y luego recibe lo que da,
Nada es más simple,
No hay otra norma:
Nada se pierde,
Todo se transforma.


февраля 07

Never Know

(Jack Johnson)

I heard this old story before
with the people keeping calling for the metaphors
that don't leave no job for the imagination
so i wanna give this imagery back
but i know it ain't just so easy like that
so i turn the page and read the story again and again and again
sure seems the same with a different name
we're breaking and rebuilding, and we're growing always guessin

never know we're shocking but we're nothing
we're just moments
we're clever but we're clueless
we're just human
amusing and confusing
we're tryin' but where is this all leading
we'll never know

it all happens so much faster
than you can say disaster
wanna take a time lapse and look at it back
we found the last one but maybe that's just the answer
that we're after but after all
we're just a bubble in a boiling pot
one breath in a chain of thought
the moment's just combusting
feels certain but we'll never ever know
sure seems the same give it a differnet name
we're begging, and we're needing and we're trying and we're breathing

never know we're shocking but we're nothing
we're just moments
we're clever but clueless
we're just human
amusing and confusing
we're helping rebulding and we're growing
never know

never know
never know

knock knock on a door to door
tell you that the metaphors is better than yours
and can't either sink or swin
things are looking pretty grim
if you don't believe in what this one feeding
it's got no feeling so we'll read it again and again and again
sure seems the same, so many different names
our hearts are strong, our heads are equal always be competing

never know we're shocking but we're nothing
we're just moments
we're clever but clueless
we're just humans
amusing and confusing
we could try it but where is this all leading
we'll never know

февраля 03

Mais do mesmo II

E a história se repete... o ciclo se renova e aqui estamos. É difícil não querer, é difícil dizer não. É sempre igual... nada surpreendente... até completarmos mais um ciclo. Posso até arriscar em que mês, em que dia. É tão previsível... mas como diz a musica ai embaixo, no pienses de más... nem sempre se encontra uma razão. Aliás, isso eu desisti de encontrar razão e porquês nas coisas faz muito tempo. Não adianta mesmo... >:o

No Pienses de Mas

(Jorge Drexler)

 

No pienses de más

cuando te quedes sola.

No pienses de más,

no dejes pasar las horas.

 

La vida es así,

cambia el viento,

cambia la estación,

no siempre se encuentra

una razón..

No pienses de más

 

No esperes de mí

que venga y te lleve lejos,

no esperes por mí,

yo no puedo dar consejos.

 

No me hagas hablar,

no te traigo más

que esta canción,

yo no entiendo

ni a mi corazón..

 

No pienses de más

 

No me escuches

no ves que estoy dolido...

No me sigas,

yo también estoy perdido...

 

Y no todo se ve

mirando por una lupa,

no todo se ve,

no sé de quien fué la culpa,

 

nunca lo sabrás,

cambia el viento,

cambia la estación,

no siempre se encuentra

una razón..

 

No pienses de más

декабря 29

Traições e Agradecimentos

Último post do ano. E quem sabe o último post deste blog chato...

 

Eu toquei o FODA-SE para o Ano Novo... É só um dia besta, numa noite besta em que comemoramos a chegada do ano uma hora antes. E só. Os sinos não vão tocar, o mundo não vai mudar, tudo vai permanecer igual. Mas como de costume: Feliz Ano Novo pr'aqueles que sempre me visitam aqui, pr'os que tiveram uma paciência enorme com meus acessos de chatice esse ano, pr'os velhos e novos amigos. Como diz uma amiga minha: Feliz Ano Novo pra você e pra todo mundo que "fo" da sua família...

 

O motivo do post não é esse não... é a revolta que está me consumindo... eu, geralmente, aceito traições de namorados, afinal de contas, acontece comigo também. Agora traição de alguém que eu considero uma amiga de verdade não dá pra suportar. Eu sofro do mal de confiar nas pessoas. Acredito sinceramente que as pessoas não são egoístas quando se trata de amigos, que são altruístas o suficiente pra desejar que seus amigos evoluam. Mas eu sempre erro. Sempre confio nas pessoas erradas. E que só sentem inveja boa de amigos... mas não é bem assim que acontece. E isso me magoa. Me magoa profundamente.

 

Ser traída por amigos tem até uma coisa boa: você descobre que eles não são tão amigos assim, ou melhor, não são nada amigos.

 

 

 

Recados pras pessoas que foram, e sempre serão, especiais pra mim esse ano:

 

Carol: é mana, mais um ano né? E até ficamos de mal neste... Você sabe o quanto é importante pra mim. Minha amiga-irmã. Sabe de tudo, me escuta, me xinga, me é leal. E o melhor, não tem as bobagens que meninas tem com relação as amigas. Ano que vem, por favor, o meu namorado, não se esqueça!

 

Dani: eu ganhei uma amiga de infância esse ano. E foi você. Somos tão parecidas que até os idiotas DIMAIS da nossa vida se parecem. E somos chatas iguais, ranzinzas, e tudo o mais. Espero mesmo que continuemos com as nossas chatices diárias...

 

Deisinha: é, 4 anos!!! Mais uma copa do mundo, e não nos formamos... ainda bem que tenho você por perto pra me trazer de volta a terra, senão continuaria no mundo da lua...

декабря 13

Dos Três Mal Amados

(Cordel Do Fogo Encantado)

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas,
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte

декабря 06

Momento "Fan descontrol"

O moço aí embaixo é o meu inspirador. Eu AMO suas músicas, sua voz. Ele é lindo! Queria um desses pra mim... Tem algum assim disponível?
 
Marcelo Camelo no show do circo Voador no Rio.
декабря 02

...

Este blog tá abandonado... Eu não tenho tempo de escrever, e muito menos vontade. Mais um pouco ele morre de vez. Eu escrevo muito mais que essas letras de música que eu ando copiando e colando aqui. Mas eu não tenho vontade... Nenhuma vontade. Tá tudo muito confuso ultimamente. Eu mal consigo organizar minhas idéias, quanto mais redigir textos coerentes, ou ao menos legíveis.

 

Estou tentando escrever este post aqui há pelo menos meia hora e não saiu nada além do que essas linhazinhas aí em cima. Normal, como eu posso escrever alguma coisa se eu nem sei o que eu estou sentindo? É a primeira vez que eu não sei definir o que sinto. E não se trata de meninos e coisas do gênero, nem sei do que se trata...

 

Estou olhando pro monitor há dez minutos e não sai nada. É melhor desencanar. Talvez daqui um tempo eu volte a escrever aqui. Mas por enquanto não dá. Não tem como, as palavras não saem, não consigo formar frases decentes, nada.
ноября 24

Não Vale a Pena

Eu tenho muito mais a escrever do que letras de música, mas no momento é só o que posso dizer:
 
Não Vale A Pena
(Maria Rita)

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

ноября 11

Mais do mesmo

Ela já sabia que era ele. Nenhum outro teria a displicência de telefonar àquela hora. Ela atendeu e já sabia o que iria ouvir. Resignada, nem pestanejou. Disse sim prontamente, antes da pergunta ser feita. Era sempre assim. Esperou, como sempre espera, o celular tocar novamente. Antes, tomou banho, colocou a calcinha que ele mais gostava, passou um perfume, bem fraquinho e esperou. E, como sempre, ele veio. Como se nada tivesse acontecido da última vez que esta cena aconteceu. Ela leu em seus olhos que ele esperava um beijo mais caloroso, e ela disse apenas “onde dessa vez?” Ele tentou dizer alguma coisa, logo cortada por ela “eu preciso de uma vodca antes”. Ele cedeu. Ele sempre cedia, e era isso que a animava, a cada volta. E tudo foi como sempre. Um sexo bom, bem feito. Era o que ela mais gostava nele, e ele nela. Nada os desunia mais do que isso.

No fim, apenas, um adeus, com cara de até breve, e um “vê se você se cuida”. E só. Nenhuma promessa, nenhuma ligação de dia seguinte. Apenas um aceno. Ele se foi, e ela ficou, como estava antes, como se estivesse entorpecida pelo que acabava de acontecer.

ноября 04

Eu sei que vou te amar


Diz mais do que tudo... Continuo amando, esperando...

Eu sei Que Vou Te Amar

(Chico Buarque e Tom Jobim)


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou

Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu por toda minha vida
ноября 03

Quase seis...

Essa música me lembra MUITO uma pessoa que não me sai da cabeça há quase seis anos... Ela me lembra o começo do nosso namoro, de como a gente era feliz, do dia que o Corínthians foi campeão mundia pela FIFA e a gente estava junto na Paulista. Aliás, foi nesse dia que eu ouvi a frase que mais me recordo: "Sabe, Vi, a gente pode até não ficar junto pra sempre, mas eu tenho certeza que mesmo daqui a 50 anos, eu sempre vou querer ter você ao meu lado."
E tem sido assim, desde esse dia. Podem passar meses, anos, que sempre estamos juntos. E é incrível como a afinidade é sempre a mesma. Os interesses, a intimidade, essas coisas nunca mudam. Eu acabei de ter a certeza de que eu vou amar esse moço sempre. Mesmo sendo ele chato e mal humorado (nada muito diferente de mim). Mesmo a gente se vendo raramente, mesmo a gente se desentendendo, eu sempre vou amá-lo. É uma pena eu não ter coragem de dizer isso pra ele...  It's just another Saturday!

Lag wagon - May 16

No more waiting on them
as you rise inside new rooms
It's official you've gone
you can live for no one else
Man the guilt must be huge
As there's no gain in failure you succeed at being mine
Yeah, old friend, see you there I will be proud from afar
I can paint a picture in a moment of memories and there aren't many left
I am extradited, uninvited

It's just another Saturday

Take a step to freedom
You and her against this cruel world
Take a breath of shelter and exhale
Trust and allegiance
Liberate yourself from hell
 
It's just another Saturday
ноября 01

Tainted Love

 (The Clash)

Sometimes I feel I've got to
Run away I've got to
Get away
From the pain that you drive into the heart of me
The love we share
Seems to go nowhere
And I've lost my light
For I toss and turn I can't sleep at night

Once I ran to you (I ran)
Now I'll run from you
This tainted love you've given
I give you all a boy could give you
Take my tears and that's not nearly all
Oh...tainted love
Tainted love

Now I know I've got to
Run away I've got to
Get away
You don't really want any more from me
To make things right
You need someone to hold you tight
And you think love is to pray
But I'm sorry I don't pray that way

Don't touch me please
I cannot stand the way you tease
I love you though you hurt me so
Now I'm going to pack my things and go
Tainted love, tainted love
Touch me baby, tainted love
Tainted love

октября 29

Help!

(The Beatles)

 

Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help!

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me, help me, help me, oh.

октября 28

Memórias Póstumas

Ontem, a príncipio, iria apenas tomar uma cerveja, mas no meio do caminho descobrimos que no Vão Livre do MASP, está acontecendo sessões de cinema especiais por conta da 29ª Mostra de Cinema (www.mostra.org). E de graça!
 
Como, sob algum aspecto, eu tenho que sorte, ontem eu vi Memórias Póstumas, filme baseado no livro do MARAVILHOSO Machado de Assis. Quem não leu, está perdendo um dos melhores livros dele - bem eu sou suspeita pra falar do Machado, eu adoro o cinismo incorporado nos seus textos.
 
Eu não sou muito adepta de cinema - eu gosto de filmes, mas as salas de cinema me causam pânico, eu sempre quero me levantar e sair correndo, acho que eu tenho claustrofobia - mas ver filmes ao ar livre, é bom!
 
O melhor do filme é o final, quando o Brás Cubas, interpretado pelo Reginaldo Farias que deixa o defunto-autor ainda mais cínico, diz a seguinte frase: (tudo bem eu já sabia de cor, é um das frases do Machado de Assis que eu mais gosto, por concordar imensamente com ela)
 
"Desta vida, levo um saldo positivo: Não tive filhos. Não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."
 
Fiquei emocionada, até chorei... E eu não choro fácil assim não...
октября 27

Eu não sei... (Se é pra eu te ver, então deixa eu durmir)

Nem sempre conseguimos cumprir nossas promessas. Uns meses atrás eu escrevi que tinha passado. Que o fim tão esperado, tinha acontecido. Mas não, eu sempre me surpreendo e volto atrás. O motivo eu conheço bem. Eu estou acostumada a essa situação, mas esquecer de verdade, eu não esqueci. E talvez nunca me esqueça. Não é fácil olhar e não querer, ouvir e dizer não. Tudo que eu sentia ainda está presente, o amor, a admiração, o carinho. Tudo aqui, repousando. Basta o furacão passar pra que tudo se mova e volte a funcionar a pleno vapor. Eu não queria que fosse assim. Eu queria tudo bem diferente. Eu não aceito essas coisas. Eu que sempre me resguardo de qualquer sentimento. Eu que nunca sinto. Mas, é só o vento passar e eu me apavorar. Pela falta que faz, pelo desespero de sentir tudo com tanta amplitude. Altos e baixos, passo do amor para o ódio mais profundo em instantes. Talvez esteja começando uma tempestade, ou será apenas chuva fina, ininterrupta? Ou será uma dessas chuvas de verão? Eu aprendi a não ter, mas esquecer, eu ainda não esqueci. Qual a dificuldade? Qual o problema? O que é que tem demais? Se fôssemos sinceros e honestos seríamos bem mais felizes. Ou melhor seríamos de fato felizes. Se eu não tivesse algumas certezas, que eu nem sei por que as tenho, pensaria diferente. Mas algumas coisas são claras, muito claras. O que é? Medo? Teimosia? Orgulho? Eu não sei...

 

Paquetá

Los Hermanos

Ah, seu eu aguento ouvir

outro não, quem sabe um talvez

ou um sim

eu mereço enfim

 

é que eu já sei de cor

qual o quê dos quais

e poréns, dos afins, pense bem

ou não pense assim

 

eu zanguei numa cisma eu sei

tanta birra é pirraça e só

que essa teima era eu não vi

e hesitei, fiz o pior

 

do amor amuleto que eu fiz

deixei por aí

descuidei dele quase larguei

quis deixar cair

 

Mas não deixei

peguei no ar

e hoje eu sei

sem você sou pá furada

 

Ai! Não me deixe aqui

o sereno dói

eu sei, me perdi

mas eu só me acho em ti

 

Que desfeita, intriga, o ó

Um capricho essa rixa e mal

Do imbróglio que qui-pro-có

e disso bem fez-se esse nó

 

e desse engodo eu vi luzir

de longe o teu farol

minha ilha perdida é aí

o meu pôr do sol

октября 21

Beijo Exagerado

(Os Mutantes)
 
Estava passeando e mascando chiclete
Quando eu vi na minha frente
Uma perna inesquecível
Eu vi também um olhos de raro esplendor
Que dizia venha logo
E me beije meu amor
Yeah, yeah
Que beijo muito louco
Eu desbundei
Sua boca de veludo vermelha eu encontrei
E então seu perfume nunca mais me deixou
E desde aquele dia eu ando sem parar
Mascando o meu chiclete pra ela eu encontrar
Yeah, yeah
Que beijo muito louco
Eu desbundei

октября 20

A quem interessa o desarmamento civil?

Talvez agora seja um pouco tarde, mas tentarei mais uma vez. O texto abaixo é mais uma vez sobre o desarmento. Quem sabe, e o texto está claro o suficiente, as pessoas se convençam qual é o real interesse por trás do NÃO. Vai muito além do direito à legítima defesa. Trata-se de interesses econômicos da indútria armentista. O NÃO não interessa à quem não tem 3 mil reais para portar legalmente uma arma.
 
"O desarmamento só interessa ao “cidadão-de-bem” que se reconhece como ser-humano sujeito a falhas e incapaz de superar o elemento surpresa, principalmente quando explorado por mais de um “marginal”. "


A quem interessa o desarmamento civil?
 
por Túlio Vianna

O eleitor brasileiro será questionado por meio de referendo se “o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil”. Para votar com consciência, é importante que o eleitor reflita sobre os interesses que estão por trás do desarmamento. Como meus leitores são muito heterogêneos e não quero desapontar nenhum deles, relacionei abaixo minhas sugestões de votos para o referendo de acordo com os interesses de 4 grupos possíveis de (e)leitores.

O primeiro e mais visível interesse que está em jogo neste referendo é o da indústria armamentista. É claro que não se cogita aqui de interesses “menores” na lógica capitalista de mercado como segurança pública, paz social, integridade física ou outras abstrações do gênero. Tudo que interessa a uma empresa de sucesso é o lucro. As guerras, a criminalização das drogas e a violência urbana movimentam a economia e geram empregos. O que são algumas mortes, pelo bem do Brasil?


Conclusão 1:
O desarmamento não interessa à indústria armamentista que terá prejuízos econômicos com a nova lei. Recomenda-se, pois, aos empresários do setor votarem “NÃO” no referendo e investirem dinheiro em campanhas publicitárias contra o desarmamento civil, bem como plantarem matérias pagas em jornais e revistas de grande circulação no Brasil.

Se o principal interessado no referendo é quem fabrica e vende armas, é natural concluir que o segundo maior interessado é quem as compra. No Brasil, costuma-se distinguir estes consumidores em dois grandes grupos: os “cidadãos-de-bem” e os “marginais”. A diferença fundamental entre eles é que os “marginais” compram armas na clandestinidade para praticarem crimes e os “cidadãos-de-bem” as compram com registro para deles se defenderem.

O “cidadão-de-bem” é, por definição, “do bem”, o que, em uma sociedade de classe, objetivamente quer dizer que ele é rico. Sendo rico, tem reputação ilibada e pode arcar com as taxas de registro para a aquisição legal de uma arma. Sendo “do bem” não usa sua arma para matar, mas para se defender. Divide-se em vários subgrupos:

1)“cidadão-de-bem-que-perdeu-a-cabeça-após-uma-discussão”: é um espécime comum nas grandes metrópoles. Usa sua arma adquirida legalmente tão-somente para a sua defesa pessoal, exceto quando se envolve em discussões acaloradas, como por exemplo, brigas de trânsito. Não pratica homicídios, mas vive momentos infelizes que terminam em fatalidade. Tudo seria diferente se não mantivesse um revólver municiado no porta-luvas de seu veículo para se defender de “marginais”.

2)"cidadão-de-bem-que-perdeu-a-cabeça-após-descobrir-que- a-mulher-o-estava-traindo”: é outro espécime que adquire armas tão-somente para a defesa de sua vida e de sua família. Normalmente é bastante dócil, mas pode se tornar agressivo quando descobre que sua esposa está tendo um caso com o Ricardão. Ainda que porventura mate sua mulher, seus filhos e em seguida se suicide é apenas um “homem-honrado-que-perdeu-a-cabeça-em-um-momento-difícil”. Não fosse a arma de fogo talvez tivesse somente espancado a mulher ou, no máximo tentado matá-la com uma faca. Como tem bom coração, se visse o sangue de sua amada escorrendo em suas mãos, certamente se arrependeria e a levaria ao hospital mais próximo a tempo de evitar o desfecho fatal.

3)"cidadão-de-bem-que-defende-a-sua-propriedade-de-sem-terras”: é um espécime de “cidadão-de-bem” que habita áreas rurais. Não é propriamente pacífico, mas só age quando injustamente provocado e nunca mata outros “cidadãos-de-bem”, mas apenas “marginais-comunistas-do-MST” que tentam injustamente invadir suas terras.

4)"cidadão-de-bem-descuidado”: é um espécime tão pacífico que comprou sua arma para se defender, mas até esqueceu que ela existia. Foi encontrada casualmente por seu filho de 7 anos que a disparou por brincadeira contra o coleguinha que fora passar a tarde em sua casa. Estavam brincando de mocinho e bandido. A criança que disparou interpretava o mocinho, ou seja, um “cidadão-de-bem”.

5)"cidadão-de-bem-que-quase-conseguiu-evitar-um-crime”: espécime em extinção que vem sendo cruelmente dizimada por seu principal predador: o “marginal-que-só-queria-roubar-mas-a-vítima-reagiu -e-lhe-obrigou-a-matá-la”. Os filhotes aprendem desde a infância a não acreditarem na polícia, através de desenhos animados nos quais são sempre os super-heróis que capturam os bandidos. Na idade adulta, procuram se armar e aguardar o dia em que poderão surpreender seus agressores e exercerem seu direito à legítima defesa. Infelizmente seus predadores têm hábitos noturnos, agem geralmente em duplas ou em bandos e atacam sorrateiramente nossos candidatos a heróis, que raramente podem esboçar qualquer defesa. Muitas vezes são mortos com suas próprias armas legalmente adquiridas e que no dia seguinte abastecerão o mercado paralelo dos “marginais”.

O desarmamento interessa ao “cidadão-de-bem”. Não àqueles com suficiente controle emocional para não atirar durante brigas de trânsito, traições conjugais e invasões de terra. Não àqueles responsáveis e cautelosos que guardam suas armas desmuniciadas e em locais de difícil acesso, longe do alcance das crianças, mesmo que para isso percam preciosos minutos para alcançá-las em situações de emergência, quando sua residência estiver sendo invadida por um, dois ou um bando de “marginais”. O desarmamento só interessa ao “cidadão-de-bem” que se reconhece como ser-humano sujeito a falhas e incapaz de superar o elemento surpresa, principalmente quando explorado por mais de um “marginal”.


Conclusão 2:
Se você é “cidadão-de-bem”, mas também é humano e, portanto, sujeito a falhas, recomenda-se votar “SIM” ao desarmamento civil.

O segundo grupo de consumidores de armas cujo interesse no referendo é evidente é o dos “marginais”. Ao contrário dos “cidadãos-de-bem”, os marginais não são classificados em grupos. São todos iguais. Pobres, pretos e putos. Não temem as armas da polícia, não temem as armas dos traficantes rivais, não temem as armas dos grupos de extermínio. Só temem as armas dos “cidadãos-de-bem”.

Resistem a tiros às prisões, trocam tiros com outros traficantes na defesa de seus pontos, chegam a matar policiais para roubar-lhes seus fuzis, mas temem as armas dos “cidadãos-de-bem”. Afinal, o bem sempre vence o mal.

Infelizmente os marginais descobriram que a maioria dos “cidadãos-de-bem” são também seres humanos sujeitos a falhas e não possuem superpoderes. Assim, perceberam que, valendo-se do elemento surpresa e atacando em dupla ou em bandos, mesmo os “cidadãos-de-bem” poderiam ser mortos, muita vez com suas próprias armas. Aliás, nada melhor que roubar uma arma de um “cidadão-de-bem”. É por isso que “marginais” não compram armas em loja; eles as roubam de “cidadãos-de-bem”.

Com o desarmamento qualquer revolverzinho 0.38 terá que ser importado ilegalmente, o que pode gerar escassez do produto mesmo no mercado paralelo. Junto com a escassez, certamente haverá aumento de preços. É possível, pois, que haja uma “involução” no espécime dos “marginais” e muitos deles voltem a atacar com facas e outros instrumentos primitivos, tornando-se presas fáceis até mesmo de simples lutadores de jiu-jítsu.


Conclusão 3:
Com o desarmamento dos “cidadãos-de-bem” haverá escassez de armas no mercado paralelo, antes parcialmente abastecido por armas roubadas de “cidadãos-de-bem”. Com a diminuição da oferta, o preço das armas tende a aumentar. Se você é marginal, recomenda-se, pois, votar “NÃO” ao desarmamento civil.

Por fim, mas não menos importante, o desarmamento interessa a quem não é fabricante ou comerciante de armas e não deseja adquirir ou portar uma arma, seja legalmente ou ilegalmente. Em suma: à maior parte da população; às vítimas não só dos marginais, mas também dos “cidadãos-de-bem” em momentos infelizes; àqueles que se sentem mal somente com a proximidade de uma arma de fogo, seja na mão de marginais, “cidadãos-de-bem” ou mesmo da polícia.


Conclusão 4:
Não há qualquer diferença entre ser morto por um tiro de um “cidadão-de-bem” ou de um marginal. Para a maioria da população brasileira o desarmamento civil representa maior segurança pelo simples fato de menos pessoas portarem armas. Se você nunca se interessou em adquirir uma arma de fogo, recomenda-se, pois, votar “SIM” ao desarmamento civil.


Túlio Vianna
é professor de Direito Penal da PUC Minas. Doutorando em Direito pela UFPR e mestre em Direito pela UFMG. 

октября 19

Sobre o referendo

Eu não tinha falado nada sobre o referendo. Não no meu blog. Hoje a Dani me mandou este texto, e eu resolvi publicá-lo aqui (eu sei que isto é crime, mas enfim, vamos lá!).

Eu voto sim, todos que me conhecem sabem meus motivos. Eu tive uma arma apontada pra mim durante horas... Eu acredito que NENHUM CIDADÃO DE BEM precise de uma arma pra se defender de um agressor hipotético, como bem diz o texto abaixo. Se fosse assim, todos têm direito a legítima defesa, então eu quero uma bomba atômica pra detonar quando alguém tentar me agredir. O ser humano não controla suas emoções... Muitas vezes, se eu tivesse uma arma teria atirado. E não me venha com a história das facas... Puxar um gatilho é muito mais fácil e não requer nenhum esforço, como se precisa fazer para esfaquear uma pessoa.

Eu li no blog do Rafa, que quem vota NÃO deve achar que, quem vota SIM, é algum hippie que ainda acredita na história da paz. Pois eu ainda prefiro a paz... Ou como disse a Dani, que é brega ser da paz... Pois então eu sou bem brega.


Saiu na Folha hoje: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1910200519.htm . Seria bom que os adeptos do não pudessem entender esse tipo de coisa.

MARCELO COELHO

Sonhos agitados de um homem de bem


Os juristas que me perdoem, mas, às vezes, eles recorrem a argumentos tão abstratos e sublimes que o significado prático do que dizem se perde de vista. Acho que isso acontece no caso do referendo.
Leio muitos adeptos do "não" invocando o sagrado direito do cidadão à autodefesa. Mas será que existe relação direta entre um princípio constitucional abstrato e o tema concreto da comercialização das armas e munições? Aparentemente, sim. Mas tento explorar um pouco os absurdos embutidos na tese.
A rigor, se eu tivesse de me defender para valer, um revólver e uma caixa de balas seriam insuficientes. O crime organizado dispõe de metralhadoras, granadas, armas exclusivas do Exército e tudo mais que o dinheiro pode comprar. Em nome do famoso princípio constitucional, armas de nenhum tipo deveriam ser proibidas. Nem as atômicas. Só assim eu poderia de fato me defender das investidas de bandidos, de terroristas islâmicos, de potências estrangeiras ou dos impulsos liberticidas do Estado contemporâneo; convenhamos que o governo brasileiro não me deixa tranqüilo diante de nenhum desses quatro cavaleiros do apocalipse.
Imagino também que exista alguma lei ou portaria impedindo-me de criar tigres e onças dentro de casa. Eu poderia alegar, entretanto, que se trata do meu direito à defesa também. Que tal produtos químicos, como o gás mostarda ou o sarin? São modos de fazer valer aquilo que está escrito na Constituição.
Só que, com isso, nenhum Estado existiria. E, ainda que eu pudesse me sentir protegido, seria difícil considerar mais segura uma sociedade em que eu desfrutasse de tanta liberdade para comprar tais aparatos de defesa individual.
Com esse exemplo extremo, quero dizer apenas que há uma diferença entre o princípio abstrato e a questão colocada no referendo. Não está escrito em nenhuma Constituição, nem na Bíblia, nem no genoma da espécie, que todo ser humano tem direito a se defender de inimigos com balas de revólver calibre 38. Ou com metralhadoras. Está escrito, sim, que todo ser humano tem direito a se defender.
E o significado disso incide sobre uma situação completamente diferente do que a imaginada pelos adeptos do "não". O direito à legítima defesa, entendo eu, ocorre em casos excepcionais. Serve para absolver, não para permitir.
Imagino a história clássica. Ouço ruídos no quintal. Saio da cama, visto o meu velho chambre grená, calço os chinelos de pelica e vou ver o que se passa. Um garoto de 18 anos aparece à minha frente com uma semi-automática na mão; outro surge do nada e me encosta um revólver na nuca. Estão drogados. Querem dólares, querem me seqüestrar, nem sabem direito o que vão fazer. No prédio em frente, alguém acende a luz e põe a cara para fora da janela. O pivete lança uma rajada de advertência. Mas, com isso, eles se distraíram. Tomo nas mãos o revólver que me encostaram na nuca e -sou bom nisso- liqüido os dois bandidos.
Muito bem, chamo a polícia e conto o que ocorreu. É numa situação desse tipo que, acho eu, o direito à legítima defesa pode ser invocado. Cometi um homicídio, ato bem mais grave do que comprar balas no mercado negro; mas sou, claro, absolvido. É isso o que a Constituição me garante: não ser condenado num caso em que cometi um crime para me defender.
Para manter a comercialização de armas, invoca-se um princípio que vale em casos extremos, em situações concretas e irreversíveis -isto é, quando o sangue já foi derramado-, como se fosse um preceito, um ideal, uma projeção quanto ao futuro, quase um programa de governo.
Se fosse assim, se todo direito consagrado na Constituição fosse encarado em abstrato, nenhuma lei, nenhuma regulamentação seria possível. Um usuário de ônibus poderia considerar que o trajeto utilizado limita o seu direito de ir e vir, um camelô sem papéis em ordem poderia defender o princípio do livre comércio, um plagiário poderia reclamar a liberdade de imprensa. Em nome do direito à propriedade privada, uma construtora poderia infringir a lei do zoneamento; em nome do direito à educação eu deixaria de pagar mensalidades escolares; e, para proteger-me dos assaltantes, eu poderia colecionar morteiros e lança-chamas dentro de casa.
Obviamente, não é assim que os direitos funcionam. De todo modo, não vou a extremos. Abdico do lança-chamas se me derem meu revólver.
Afinal, sou um homem de bem. Isto é, acho que sou. O termo anda tão generalizado hoje em dia que vai se constituindo numa espécie de categoria mítica. Quem seria esse "homem de bem" ou "cidadão de bem", tanto faz?
Imagino-o de suspensórios, bigode fino, brilhantina no cabelo, pigarro na garganta. A Bíblia está em cima da mesa para leituras edificantes. O revólver está na gaveta para qualquer eventualidade. O cinto, no armário, para a disciplina doméstica. O caderninho com o telefone da amante ele deixou no escritório. Princípios, princípios.
Estamos diante de uma personagem de Nelson Rodrigues. No seu mundo tragicômico, todos dão tiros e defendem seus princípios.
Mas querem acabar com o homem de bem. Castrá-lo de seu revólver. Na associação clássica, era para o revólver ser um substituto do pênis. Mas não: falamos de um revólver hipotético, que quero ter o direito de comprar um dia, para matar agressores desconhecidos.
É um revólver mais imaginário do que real. É uma coisa que se guarda na gaveta do criado-mudo. É uma proteção. É uma espécie de garantia mágica de nossa sobrevivência. É uma coisa que não pode ficar na mão das crianças. Estranho, esse revólver: tem todas as características de uma camisinha.
O marido abre os olhos; teve sonhos agitados. Onde estão John Wayne, os índios, o Fernandinho Beira-Mar? A mulher pergunta se está tudo bem. Ele diz que sim: vira de lado, começa a roncar. Dorme o sono dos justos. Que assim seja.

октября 15

Tenha dó!

Eu tinha escrito uma carta enorme pra pessoa que mais me atormenta a vida, mesmo sem falar comigo ou ter qualquer outro tipo de contato, mas esse verso do Marcelo Camelo, diz muito mais do que as três páginas que eu escrevi:

 

Tenha dó!

Não mereces o afago

Nem de deus nem do diabo

Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti!

октября 13

Não vá se perder por ai

Eu estou numa semana muito mutante - eu ADORO eles, meu outro blog se chamava mutações - e essa música diz por si só... e eu já me perdi por aí... nem sei onde, mas me perdi, quem me achar, por favor devolva!!!

Não vá se perder por ai - Mutantes

Composição: Raphael Thadeu/Roberto Loyola

Veja como vem
Veja bem
Veja como vem
Vai, vai, vem
Veja bem
Como vai
Veja como vai
Veja bem
Veja bem como vem
Vai vem se ela vai também
Cuidado meu amigo
Não vá se estrepar
Não queira dar um passo mais largo
Que as pernas podem dar
Não se iluda com um beijo
Uma frase ou um olhar
Não vá se perder por aí...

Você é bem grandinho
Já pode se cuidar e
Ir seguindo o se caminho
Sempre errando até um acertar
Mas não tenha muita pressa
Vá tentando devagar
Só não vá se perder por aí...

октября 11

Ave Lúcifer!

As maçãs envolvem os corpos nus
Nesse rio que corre
Em veias mansas dentro de mim
Anjos e Arcanjos repousam neste Éden infernal
E a flecha do selvagem
matou mil aves no ar

Quieta, a serpente
se enrola nos seus pés
É Lúcifer da floresta
que tenta me abraçar

Vem amor, que um paraíso
num abraço amigo
sorrirá pra nós
sem ninguém nos ver
Prometa, meu amor macio
como uma flor cheia de mel
pra te embriagar
Sem ninguém nos ver

Tragam luvas negras
Tragam festas e flores
Tragam corpos e dores
Tragam incensos e odores

Mas tragam Lúcifer pra mim
Em uma bandeja pra mim...

октября 08

Uma verdade na Internet

Eu estava perdida. Bastante perdida e chorando... E a carol me disse: leia o tarô do Osho... (Pra quem não sabe: Eu jogo tarô, mas nunca pra mim mesma). Pois bem, fui ler... E estou chocada! Muitas verdades numa tarde tão bonita como essa. Resolvi colocar aqui pras minhas três leitoras... Talvez mais alguém leia... Mas enfim, são umas verdades que eu precisava ouvir. Estou chocada!!! É o que eu tenho dizer... Quem me conhece vai me reconhecer.

Se você duvida, verifique... www.osho.com

 

A questão - 7. Consciência
 

A mente nunca pode ser inteligente -- só a não-mente é inteligente. Só a não-mente é original e radical. Só a não-mente é revolucionária -- revolução em ação.

A mente lhe dá uma espécie de estupor. Sobrecarregado pelas lembranças do passado, sobrecarregado pelas projeções do futuro, você vai vivendo -- num nível mínimo. Não vive no máximo. A sua chama permanece muito fraca.

Uma vez que você começa a deixar de lado os pensamentos, a poeira que você acumulou no passado, a chama se ergue -- límpida, clara, viva, jovem. A sua vida como um todo se transforma em uma chama, e uma chama sem nenhuma fumaça. Isto é o que é a consciência.

Osho A Sudden Clash of Thunder Chapter 1

 

Influência interna que você é incapaz de ver - 32. Moralidade
 

Bodhidharma... transcende em muito os moralistas, os puritanos, as assim chamadas "boas pessoas", os "fazedores do bem". Ele chegou à verdadeira raiz do problema. A menos que a consciência desperte em você, toda a sua moralidade é falsa, toda a sua cultura é apenas uma camada muito fina que pode ser destruída por qualquer um. Mas, uma vez que a sua moralidade seja fruto da sua consciência, não de uma certa disciplina, então, é coisa inteiramente diferente. Nessa condição, você responderá a cada situação a partir da sua consciência. E o que quer que você faça será bom.

A consciência não é capaz de fazer nada que seja ruim. Esta é a beleza suprema da consciência: qualquer coisa que surja dela é simplesmente bela, simplesmente correta, e isso sem nenhum esforço, sem nenhum treinamento. Assim, em vez de podar folhas e galhos, corte a raiz. E para cortar a raiz, não existe caminho alternativo além de um único método: o método de manter-se alerta, de estar percebendo o que acontece, de estar consciente.

Osho Bodhidharma, The Greatest Zen Master Chapter 15

 

Influência externa da qual você está cônscio - 24. Compartilhar
 

À medida que você progride para cima, em direção ao quarto centro -- ou seja, o coração -- toda a sua vida se transforma num compartilhar de amor. O terceiro centro criou a abundância de amor. Ao atingir, pela meditação, o terceiro centro, você se tornou tão transbordante de amor, de compaixão, que você quer compartilhar. Isso vem a acontecer no quarto centro -- o coração.

É por isso que mesmo na vida mundana as pessoas dizem que o amor vem do coração. Para elas, entretanto, isso é apenas um papaguear, um falar por ouvir dizer; elas de fato não conhecem, porque nunca chegaram ao seu próprio coração.

Mas o meditador, finalmente, chega ao coração. À medida que ele chega ao âmago do seu ser -- o terceiro centro -- de repente acontece uma explosão de amor, de compaixão, alegria, bem-aventurança e de êxtases, e com uma tal força que atinge o coração, e abre o coração.

O coração encontra-se exatamente no meio de todos os seus sete centros -- três ficam abaixo, os outros três ficam acima. Você chegou exatamente no meio.

Osho The Search: Talks on the Ten Bulls of Zen Chapter2

 
O que é necessário para a resolução - 37. Diminuir
 

A meditação é uma espécie de remédio -- seu uso será apenas passageiro. Quando você tiver apreendido a qualidade, não precisará praticar mais nenhuma meditação em particular, pois a atitude meditativa é que deverá permear todos os cantos da sua vida.

Andar é Zen, sentar-se é Zen.

Qual será então essa qualidade? A pessoa passa a andar de maneira vigilante, alerta, alegremente, sem metas a atingir, centrada, com amor, deixando-se fluir. E o caminhar é despreocupado. A pessoa senta-se com amor, alerta, vigilante, desinteressadamente -- sem estar buscando alguma coisa em especial, mas apenas desfrutando a beleza do sentar-se sem fazer nada, o quanto isso é relaxante, repousante...

Depois de uma longa caminhada, você se senta à sombra de uma árvore, e a brisa vem e o refresca.

A cada momento é preciso que a pessoa esteja bem consigo mesma -- não empenhada em melhorar, cultivando alguma coisa, praticando alguma coisa.

Andar é Zen, sentar-se é Zen.

Falando ou em silêncio, movimentando-se, em repouso, a essência está à vontade. A essência está à vontade: esta é a idéia-chave. A essência está à vontade: esta é a afirmação-chave.

Faça o que quiser, mas, no âmago mais profundo, permaneça à vontade, frio, calmo, centrado.

Osho The Sun Rises in the Evening Chapter 7

 

Resolução: A compreensão - 3. Compromisso
 

Não queira ser esperto, caso contrário, você permanecerá sempre o mesmo, nunca mudará. Soluções de conciliação nos caminhos do amor, e na senda da meditação, criarão muita confusão em você. Elas não ajudarão...

Como pedir ajuda vai contra o ego, você tenta acomodar uma situação fazendo concessões. Esse acerto será mais perigoso, ele o desorientará mais, porque, feito com base em coisas mal esclarecidas, só poderá confundir tudo ainda mais.

Desse modo, tente entender primeiro o motivo pelo qual você parece estar sempre pronto para fazer concessões. Mais cedo ou mais tarde, você será capaz de compreender que fazer concessões não adianta. A concessão pode ser uma maneira de você não ser obrigado a optar entre caminhos alternativos, ou pode ser apenas a repressão da sua confusão. Isso acabará virando um hábito. Nunca reprima nada, seja muito claro a respeito do que está sentindo. E se você estiver confuso, procure ter consciência disso. Esta será a primeira coisa claramente definida a seu respeito: que você está confuso.

Assim, você terá dado início à caminhada.

Osho Dang Dang Doko Dang Chapter 4

октября 07

Sentimental

 (Rodrigo Amarante)


O quanto eu te falei que isso vai mudar. Motivo eu nunca dei.
Você me avisar, me ensinar, falar do que foi pra você,
não vai me livrar de viver
Quem é mais sentimental que eu?!!... 
Eu disse e nem assim se pôde evitar.
De tanto eu te falar você subverteu o que era um sentimento e assim
Fez dele razão... Pra se perder no abismo que é pensar e sentir.
Ela é mais sentimental que eu !!
Então fica bem ... Se eu sofro um pouco mais.
"Se ela te fala assim, com tantos rodeios, é pra te seduzir e te ver buscando o sentido daquilo que você ouviria displicentemente... Se ela te fosse direta, você a rejeitaria."
- Eu só aceito a condição de ter você só pra mim.
- Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir... e rir.